Rogéria: a história da "travesti da família brasileira"
Nascida no dia 25 de maio de 1943, em Cantagalo (RJ), Rogéria foi uma atriz e cantora que abriu portas para a presença LGBTQIAP+ na grande mídia. Símbolo da comunidade, ela se autointitulava “a travesti da família brasileira”. O interesse pelas artes surgiu na adolescência, quando também começou a desafiar os padrões de gênero. Ela desfilou montada pela primeira vez em 1964, durante um concurso, e foi nesse evento que recebeu do público o nome “Rogéria”, que viria a adotar pelo resto da vida. Com os contatos que fez enquanto trabalhava como maquiadora na televisão, ela se lançou na carreira artística. Um sucesso, Rogéria começou nos palcos cariocas e chegou até as noites de Paris; tudo isso durante a repressão e censura da ditadura militar. Ao longo de 50 anos de carreira, incorporou o elenco de peças de teatro, novelas e filmes, além de somar dezenas de participações em programas televisivos. Pelo reconhecimento de seu talento, inclusive, ela levou o Troféu Mambembe de “melhor atriz”. Rogéria faleceu aos 74 anos em 4 de setembro de 2017. A notícia foi recebida com pesar por LGBTQIAP+s e artistas, que se mobilizaram nas redes sociais. Naquele ano, a Parada do Orgulho de Salvador (BA) prestou homenagens a ela e destacou a sua importância na luta contra a homotransfobia.
Da Galileu

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